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Provocante

A trouxe para perto.
A respiração era pouca.
Passou as mãos em seus cabelos.
Beijou a sua boca.
Escorreu pelas costas retalhando de desejo a pele toda.
Tirou sua roupa.
Deslizou sua paixão pelas curvas salivando vontades cada vez mais loucas.
Mordeu suavemente as suas coxas.
A deixou com as pernas tremulas e soltas.
Sedutora e rouca.

Liberdade suada.
Provocação molhada.
Ousadia desejada

Ela
toda

Esperava ser amada até perder a conta.
Das horas
Do seu.
Prazer.

Mata com beijo.
Ressuscita o corpo provocante de desejo.
Se devora e implora para sentir seu gosto,

seu cheiro.

Enlouquece a rota aleatória de prazer com a língua torpe na pele agridoce do teu seio.
Sem receio.
Bússolas estão no movimento dos seus dedos.
Nu,
alucinado em pelo
Se faz oceano
Intimo e verdadeiro
Morde sem dor cada pedaço que treme de amor sem ter dele medo.
Descontrolado
Ritmado
Descompassado
inconfessável
imperfeito.
Para chegar com o outro no céu inteiro de si mesmo.

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Publicado por em 16/02/2011 em Uncategorized

 

Não

Minha língua vela
Em barco a tua boca
Alma nua que veleja
Saliva oceano feito louca
Desejos navegáveis
Palavras tempestades
Através da pele
Que te sente toda
Silencio maremoto
ácido gosto
de úmidos versos
que escorrem pelo corpo
Molhando loucos
De afogamento o fogo
Da mais pura vontade
De saber teu porto
Inseguro e solto
onde mora meu desejo torto
incendiado de felicidade
Quero só ver de novo
O que nunca vi
Nas marcas jovens
Cheias de saudade
no meu próprio rosto
Aqui em meu peito mares
Incontroláveis paladares
Entre luas verdades
Jamais covardes
Corajosas circulares
Em céus de olhos
Nu de sentimento
Meu pressentimento
Na ausência rota
do teu sonho lembro
e me desoriento
na realidade
Bússola errante
Arrepiada trago
Pensamento materializado
Na fumaça do teu abraço
Gozo em silencio enevoado
Navegando selvagem
No infinito da arte
Dos teus gritos vorazes
Em ventos
Meu perigo
Teu vendaval
Dança que arrasta
os meus ouvidos
Êxtase Paraíso
Me perco no mar
Desfaleço em brisa
Me salva
de ti
Não

 
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Publicado por em 13/02/2011 em Uncategorized

 

Até quando?

Porque sempre matamos os anjos?
Escrevendo infernizados nos atormentamos
Covardes a nós mesmos com defesas profanamos
Porque diariamente não ousamos?
Como é fácil ser pela metade
Ser humano
Até quando enganados nos enganamos?
Somos seres a espera de quês, quens e quandos
Não ligamos
Sem vida nos desligamos
Estamos protegidos enquanto não nos encontramos
Esquecemos como nos emocionamos
Até quando?
Até quando?
Até quando?
Até
Quando?
Até
Quando?
Até
Quando?
Até
Quando?

@monicacompoesia

 
1 comentário

Publicado por em 09/02/2011 em Uncategorized

 

Ciclo

Em mil folhas rasgadas palavras dilaceradas
são delicadamente tatuadas de poesia ferozmente devorada
pelo pensamento que intenso por dentro de sentimento não se cala
quando se deixa exposto nos olhos visivelmente em chagas
pela escrita humanizada deserta nua em oásis dela mesma verseada
Antropofágica a procura de vidas desesperada através do nada
mastigando eternamente a idéia indefinida represada
durante sua inconsequente tentativa cíclica literária
de esfinge impossível com marginal fé alucinada
no pseudo real surreal verbal da imaginaria alma
que alquímica no ventre gestando racionalmente amarga
o lado doce da poeta que mel em fel se deixa germinada
nas frutificadas linhas que dela nascem quando a razão suicida se mata
com ácidos de versos que queimam secretamente afogadas
no seu fogo oceano de salgadas letras lagrimas
as emoções entorpecidas da superfície imprevisível da jornada
infinita, improvável e interminada…

 
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Publicado por em 24/01/2011 em Uncategorized

 

Todo poeta

Todo poeta se embebeda com uma única taça
transbordada pela seiva amarga do mel da palavra
e se maltrata despertando os mais intensos versos da sua alma
que sangra corpo nu em chagas de letras  hemorrágicas.

Todo poeta é um ser profano de razões racionalmente imaginárias
mergulhado de amor em uma paixão platonicamente literária,
um paraíso de dores entorpecidas lentamente extravasadas
por traços de uma estética poeticamente antropofágica,

Todo poeta é uma cega lamina que afiada estraçalha
sedutora o papel entre desejos, textos e lágrimas.
Todo poeta é no fundo aquilo que da vida nunca esperava.
Infinito. Criança. Poeta. Nada.

 
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Publicado por em 23/12/2010 em Uncategorized

 

Impossibilidades

Distante de prováveis impossibilidades
Pela razão que não me cega com seus ferozes olhares
Revelo nas mãos transpiradas de imagens
Digitais de paisagens me anoitecendo arte

Madrugo poesias sem medo da verdade
Em céu deserto aberto de coragem
Por sentimentos sinceros de rasgada realidade
Em vestes complexas de diversidade

Tecida de palavras que te beijam e me ardem
Protejo o solo onde semeada escrevo frases
verseadas com estrondosa serenidade
E sonhadas de amor em corpo de sensibilidade

Literária explosão poeticamente assumida
sou mulher em idéia escrita devorada e não consumida
Pela folha de papel rabiscada que encontrada perdida
Guarda a historia incontada da sua essência refletida
A vida.

 
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Publicado por em 15/12/2010 em Uncategorized

 

Com amor

Desenhava ácido traço
Arte do mais concreto abstrato
Resto inteiro de um fato
Distorcido e incompleto retrato

Uma história em mil atos
Pedaços da ausência de espaço
Não verbalizados, expressados
Em carne texto tatuado

Mistério não representado
Sofrido, sentido, amargurado
Por seres perdidos
Desconhecidos encontrados

Trajetória maldita
Bendita entre beijos e abraços
Desejos materializados
De corpo e alma devorados
com amor.

 
6 Comentários

Publicado por em 13/12/2010 em Uncategorized

 
 
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