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Arquivo mensal: fevereiro 2011

Haicaiando


Desenho asas
que versam em palavras
imaginadas

Mãos afiadas
Almas desafiadas
literárias

Me exercito
Corpo indefinido
Em texto vivo

Prosa versada
Me conto e reconto
Expostas chagas

Definitivos
Em meus infinitivos
são primitivos

Reticências
Interrogam a minha
Coerência

Escrevo fogo
Tema incandescente
Meu verso fênix

Juntos meus haicais
Entrelaçam palavras
Em nós ousadas

Sou misturada
Sorrisos em lágrimas
agridoçadas

Letras sangradas
Sou excesso e falta
Menina calma

Dor encantada
Poeta provocada
Em paz jorrada

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Publicado por em 19/02/2011 em Uncategorized

 

Provocante

A trouxe para perto.
A respiração era pouca.
Passou as mãos em seus cabelos.
Beijou a sua boca.
Escorreu pelas costas retalhando de desejo a pele toda.
Tirou sua roupa.
Deslizou sua paixão pelas curvas salivando vontades cada vez mais loucas.
Mordeu suavemente as suas coxas.
A deixou com as pernas tremulas e soltas.
Sedutora e rouca.

Liberdade suada.
Provocação molhada.
Ousadia desejada

Ela
toda

Esperava ser amada até perder a conta.
Das horas
Do seu.
Prazer.

Mata com beijo.
Ressuscita o corpo provocante de desejo.
Se devora e implora para sentir seu gosto,

seu cheiro.

Enlouquece a rota aleatória de prazer com a língua torpe na pele agridoce do teu seio.
Sem receio.
Bússolas estão no movimento dos seus dedos.
Nu,
alucinado em pelo
Se faz oceano
Intimo e verdadeiro
Morde sem dor cada pedaço que treme de amor sem ter dele medo.
Descontrolado
Ritmado
Descompassado
inconfessável
imperfeito.
Para chegar com o outro no céu inteiro de si mesmo.

 
1 comentário

Publicado por em 16/02/2011 em Uncategorized

 

Não

Minha língua vela
Em barco a tua boca
Alma nua que veleja
Saliva oceano feito louca
Desejos navegáveis
Palavras tempestades
Através da pele
Que te sente toda
Silencio maremoto
ácido gosto
de úmidos versos
que escorrem pelo corpo
Molhando loucos
De afogamento o fogo
Da mais pura vontade
De saber teu porto
Inseguro e solto
onde mora meu desejo torto
incendiado de felicidade
Quero só ver de novo
O que nunca vi
Nas marcas jovens
Cheias de saudade
no meu próprio rosto
Aqui em meu peito mares
Incontroláveis paladares
Entre luas verdades
Jamais covardes
Corajosas circulares
Em céus de olhos
Nu de sentimento
Meu pressentimento
Na ausência rota
do teu sonho lembro
e me desoriento
na realidade
Bússola errante
Arrepiada trago
Pensamento materializado
Na fumaça do teu abraço
Gozo em silencio enevoado
Navegando selvagem
No infinito da arte
Dos teus gritos vorazes
Em ventos
Meu perigo
Teu vendaval
Dança que arrasta
os meus ouvidos
Êxtase Paraíso
Me perco no mar
Desfaleço em brisa
Me salva
de ti
Não

 
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Publicado por em 13/02/2011 em Uncategorized

 

Até quando?

Porque sempre matamos os anjos?
Escrevendo infernizados nos atormentamos
Covardes a nós mesmos com defesas profanamos
Porque diariamente não ousamos?
Como é fácil ser pela metade
Ser humano
Até quando enganados nos enganamos?
Somos seres a espera de quês, quens e quandos
Não ligamos
Sem vida nos desligamos
Estamos protegidos enquanto não nos encontramos
Esquecemos como nos emocionamos
Até quando?
Até quando?
Até quando?
Até
Quando?
Até
Quando?
Até
Quando?
Até
Quando?

@monicacompoesia

 
1 comentário

Publicado por em 09/02/2011 em Uncategorized

 
 
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