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Arquivo mensal: janeiro 2011

Ciclo

Em mil folhas rasgadas palavras dilaceradas
são delicadamente tatuadas de poesia ferozmente devorada
pelo pensamento que intenso por dentro de sentimento não se cala
quando se deixa exposto nos olhos visivelmente em chagas
pela escrita humanizada deserta nua em oásis dela mesma verseada
Antropofágica a procura de vidas desesperada através do nada
mastigando eternamente a idéia indefinida represada
durante sua inconsequente tentativa cíclica literária
de esfinge impossível com marginal fé alucinada
no pseudo real surreal verbal da imaginaria alma
que alquímica no ventre gestando racionalmente amarga
o lado doce da poeta que mel em fel se deixa germinada
nas frutificadas linhas que dela nascem quando a razão suicida se mata
com ácidos de versos que queimam secretamente afogadas
no seu fogo oceano de salgadas letras lagrimas
as emoções entorpecidas da superfície imprevisível da jornada
infinita, improvável e interminada…

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Publicado por em 24/01/2011 em Uncategorized

 
 
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