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Arquivo mensal: dezembro 2010

Todo poeta

Todo poeta se embebeda com uma única taça
transbordada pela seiva amarga do mel da palavra
e se maltrata despertando os mais intensos versos da sua alma
que sangra corpo nu em chagas de letras  hemorrágicas.

Todo poeta é um ser profano de razões racionalmente imaginárias
mergulhado de amor em uma paixão platonicamente literária,
um paraíso de dores entorpecidas lentamente extravasadas
por traços de uma estética poeticamente antropofágica,

Todo poeta é uma cega lamina que afiada estraçalha
sedutora o papel entre desejos, textos e lágrimas.
Todo poeta é no fundo aquilo que da vida nunca esperava.
Infinito. Criança. Poeta. Nada.

 
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Publicado por em 23/12/2010 em Uncategorized

 

Impossibilidades

Distante de prováveis impossibilidades
Pela razão que não me cega com seus ferozes olhares
Revelo nas mãos transpiradas de imagens
Digitais de paisagens me anoitecendo arte

Madrugo poesias sem medo da verdade
Em céu deserto aberto de coragem
Por sentimentos sinceros de rasgada realidade
Em vestes complexas de diversidade

Tecida de palavras que te beijam e me ardem
Protejo o solo onde semeada escrevo frases
verseadas com estrondosa serenidade
E sonhadas de amor em corpo de sensibilidade

Literária explosão poeticamente assumida
sou mulher em idéia escrita devorada e não consumida
Pela folha de papel rabiscada que encontrada perdida
Guarda a historia incontada da sua essência refletida
A vida.

 
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Publicado por em 15/12/2010 em Uncategorized

 

Com amor

Desenhava ácido traço
Arte do mais concreto abstrato
Resto inteiro de um fato
Distorcido e incompleto retrato

Uma história em mil atos
Pedaços da ausência de espaço
Não verbalizados, expressados
Em carne texto tatuado

Mistério não representado
Sofrido, sentido, amargurado
Por seres perdidos
Desconhecidos encontrados

Trajetória maldita
Bendita entre beijos e abraços
Desejos materializados
De corpo e alma devorados
com amor.

 
6 Comentários

Publicado por em 13/12/2010 em Uncategorized

 

Versear

Me entrego a versear a minha alma
Sou verso, carne, sorriso e lagrima
Me cabem todas e nenhuma palavra
Me grito silenciada
Pela realidade a que me sinto obrigada

Me deixo ser devorada e respirada
Quando me entrego faminta e inspirada
A ser insignificante significada
Da mais ousada balburdia proseada
Ferozmente pelos dentes rangentes rasgada

Espero em versos cheiro de gente urgente
perfumadamente encantada
Almas de sabores sedutores
Agridocemente aromatizadas

De tudo sou um resto
desconexo de nada
em poesia visceralmente barata
Derramada, escorrente e declamada
Pela boca de sonhos ardentes afogueada

Brinco de ser. Imaginada.
Não escrevo meus verbos navegantes na água
Sou jorrada na minha cara
De imaginação indecente alucinada
Arte descrente desenhada
Em letras despidas, arranhadas, machucadas
Que verseando são verseadas
Na minha mais doce enxurrada
Que deseja molhar nua tua alma.
De prazer.
Vem me ler.

 
10 Comentários

Publicado por em 11/12/2010 em Uncategorized

 

Verseando

Aqui chego verseando para mais perto ficar. Com todo meu carinho poético te convido para comigo versear. Venha se chegar. Meu coração aqui está no seu olhar.

 
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Publicado por em 11/12/2010 em Uncategorized

 
 
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